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O turismo brasileiro segue acumulando indicadores positivos em 2026. Depois dos recordes registrados na movimentação de passageiros, no turismo corporativo e nos gastos de visitantes internacionais, o setor atingiu um novo marco histórico: o maior número de empregos formais já registrado.
Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o turismo alcançou em abril a marca inédita de 2.408.398 trabalhadores com carteira assinada. O volume representa crescimento de 3,31% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor contabilizava 2.331.144 empregos formais.
Na prática, o resultado significa a criação de aproximadamente 77 mil postos de trabalho em apenas um ano.
O desempenho reforça a importância do turismo como um dos principais geradores de emprego e renda da economia brasileira.
Setor mantém ritmo de crescimento em 2026
Os dados mostram que o avanço não ocorreu apenas na comparação anual.
Entre janeiro e abril deste ano, o saldo de empregos no turismo permaneceu positivo, com a geração de 15.044 novas vagas formais.
Considerando apenas o mês de abril, o setor registrou saldo positivo de 3.538 postos de trabalho.
O resultado acompanha o crescimento observado em diferentes segmentos da cadeia turística, incluindo hotelaria, transporte aéreo, eventos, receptivo, alimentação e serviços ligados ao atendimento ao visitante.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números demonstram o impacto econômico e social da atividade.
“Um turismo forte emprega, abre oportunidades e gera renda para o nosso povo. O setor pode ser um importante meio de transformação social, com o potencial enorme de alavancar a economia do país. Esses números positivos mostram que estamos no caminho certo, mas queremos mais. Temos trabalhado para criar um ambiente propício para incentivar o turismo doméstico e atrair mais turistas internacionais”, afirmou.
Aviação e turismo internacional impulsionam resultados
O crescimento do emprego ocorre em um ambiente favorável para o setor.
Nos quatro primeiros meses de 2026, a aviação doméstica registrou o maior volume de passageiros da história para o período.
Foram 33,7 milhões de embarques em voos nacionais, resultado 6,5% superior aos 31,6 milhões registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.
Outro indicador que contribui para a expansão do turismo é o aumento dos gastos de visitantes estrangeiros.
Entre janeiro e abril, turistas internacionais deixaram R$ 20,2 bilhões na economia brasileira, crescimento de 9,2% em relação aos R$ 18,5 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
O avanço beneficia diretamente hotéis, restaurantes, transportadoras, atrativos turísticos e empresas de serviços espalhadas pelo país.
Turismo corporativo também bate recorde
Além do turismo de lazer, o segmento corporativo vem contribuindo para o fortalecimento da atividade.
Nos quatro primeiros meses de 2026, o turismo de negócios movimentou R$ 4,87 bilhões, maior valor da série histórica para o período.
O crescimento foi de 12,38% em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado.
Feiras, congressos, convenções e viagens corporativas continuam desempenhando papel importante na geração de receitas para a hotelaria e para os destinos urbanos brasileiros.
China entra na estratégia de expansão
Outro eixo da estratégia nacional envolve a ampliação da presença do Brasil no mercado chinês.
Durante agenda oficial em Xangai, o ministro Gustavo Feliciano participa de encontros voltados à promoção dos destinos brasileiros e ao fortalecimento das relações turísticas entre os dois países.
A iniciativa acontece após a decisão do governo brasileiro de dispensar a exigência de visto para cidadãos chineses até o final de 2026.
“A China tem 1,3 bilhão de pessoas. No ano passado, mesmo com a exigência do visto, a visitação de chineses no país cresceu 35%. Agora, esperamos que esse fluxo aumente consideravelmente, o que com certeza vai contribuir para a geração de mais empregos”, afirmou o ministro.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
O recorde de empregos confirma que o turismo deixou de ser apenas um indicador de movimentação de visitantes e passou a ocupar posição cada vez mais relevante na economia brasileira.
O dado mais importante não está apenas nos 77 mil novos postos de trabalho criados em um ano. Está na consistência do crescimento observado em diferentes segmentos da atividade.
A aviação registra recordes de passageiros. O turismo corporativo alcança o maior faturamento da série histórica. Os gastos internacionais seguem em alta. E o mercado de trabalho responde diretamente a esse movimento.
Outro aspecto relevante envolve a estratégia internacional. A aproximação com a China pode abrir uma nova frente de crescimento para o turismo receptivo brasileiro, ampliando fluxo de visitantes e geração de renda.
Para o trade, os números mostram que o turismo continua consolidando sua posição como um dos setores com maior capacidade de distribuir desenvolvimento econômico, gerar empregos e movimentar cadeias produtivas em todas as regiões do país.

